Trekking no Nepal e Butão
Guia desta viagem
Manoel Morgado
Para Manoel Morgado, viajar nunca foi apenas uma atividade ou um hobby. Viajar sempre foi uma forma de viver.
Ainda muito jovem começou a explorar o Brasil e os países da América do Sul, movido por uma curiosidade genuína pelo mundo, pelas pessoas e pelas diferentes culturas. Em 1980 formou-se em Medicina e especializou-se em Pediatria, mas antes de iniciar sua carreira profissional decidiu realizar uma longa viagem pela Europa e pela Ásia. O que deveria durar alguns meses acabou transformando-se em uma jornada de dois anos que mudaria definitivamente o rumo de sua vida.
Foi durante esse período que descobriu uma paixão que acabaria definindo seu futuro: explorar o mundo e compartilhar essas experiências com outras pessoas.
De volta ao Brasil, trabalhou como pediatra durante cinco anos, mas percebeu que precisava encontrar uma forma de unir trabalho e viagens. A decisão o levou novamente à Ásia, onde passou outros três anos percorrendo alguns dos lugares mais fascinantes do planeta. Em contato com diferentes culturas, aproximou-se do yoga, da meditação e do budismo, experiências que influenciaram profundamente sua visão de mundo e continuam presentes em sua maneira de viajar e conduzir expedições.
Em 1992 fundou sua primeira empresa de turismo de aventura, dando origem ao que viria a se tornar a Morgado Expedições. Desde então, já guiou centenas de viajantes em expedições, trekkings e jornadas culturais por alguns dos lugares mais remotos e fascinantes do planeta, acumulando mais de três décadas de experiência profissional em viagens de aventura e exploração.
Entre todos os destinos que marcaram sua trajetória, o Nepal ocupa um lugar singular. Manoel realizou sua primeira viagem ao país em 1983 e, desde então, retornou inúmeras vezes, primeiro como viajante e posteriormente como guia de expedições. Ao longo de mais de quatro décadas de convivência com o país e suas montanhas, liderou mais de 80 grupos ao Campo Base do Everest, percorreu inúmeras regiões do Himalaia nepalês e completou a travessia integral do Nepal pelo Great Himalayan Trail.
Poucos lugares exerceram tanta influência em sua vida quanto o Nepal. Ao longo de mais de quarenta anos, suas montanhas, culturas e tradições ajudaram a moldar não apenas sua trajetória como guia e montanhista, mas também sua forma de enxergar o mundo.
Ao longo dessa trajetória praticou diversas modalidades de aventura, incluindo cicloturismo, rafting, caiaque, escalada em rocha e escalada em gelo. Mas foi nas grandes montanhas que encontrou sua maior paixão.
Entre suas realizações estão a escalada do Cho Oyu (8.201 metros), a sexta montanha mais alta do planeta, em 2009, e do Everest, em 2010, tornando-se o oitavo brasileiro a alcançar o ponto mais alto da Terra. Em 2011 concluiu o projeto Sete Cumes (Seven Summits), tornando-se o segundo brasileiro a escalar a montanha mais alta de cada continente.
Também escalou algumas das montanhas mais emblemáticas do mundo, incluindo o Aconcágua, Denali, Elbrus, Kilimanjaro, Kosciuszko, Sajama, Chimborazo e Damavand, entre muitas outras.
Além das montanhas, Manoel é autor dos livros Sonhos Verticais, Manaslu – Em Busca dos Meus Limites e Sete Cumes – Uma Vida nas Montanhas, nos quais compartilha experiências acumuladas ao longo de décadas de expedições e viagens.
Durante muitos anos optou por uma vida sem residência fixa, dedicando-se integralmente a viagens, expedições e projetos de exploração em diferentes partes do mundo. Entre esses projetos, passou seis anos dividindo seu tempo entre as montanhas e seu veleiro Good Karma, navegando milhares de milhas pelo Caribe, atravessando o Oceano Atlântico, cruzando o Canal do Panamá e explorando parte do Pacífico até a Polinésia Francesa.
Em 2026 tornou-se o primeiro latino-americano a completar o Great Himalayan Trail (GHT), considerado por muitos o trekking de longa duração mais exigente do mundo. Durante 125 dias atravessou o Nepal de leste a oeste por trilhas remotas próximas à fronteira com o Tibete, acumulando cerca de 85.000 metros de ganho de altitude.
Mais do que médico, montanhista, escritor ou guia de expedições, Manoel se considera um viajante. Alguém que, depois de décadas explorando o mundo, continua movido pela mesma curiosidade que o levou a pegar a estrada pela primeira vez: a vontade de conhecer novos lugares, compreender diferentes culturas e compartilhar essas experiências com outras pessoas.
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